Seja por uma besteira que meu amigo fez e deixou a namorada dele fula, seja por uma história triste que ouvi alguém relatar em um bar, seja por uma briga que presenciei no meio da rua, seja por estar lendo algo e me ver naquela situação, sempre me perguntei o motivo de namorar.
Já namorei, vou admitir, por motivos errados. Quem nunca o fez? É claro que existem aqueles abençoados que tem a sorte - ou não - de acabarem sendo pouco atropelados por sua ânsia de motivações certas e ações erradas. Mas estes são raros. Nós, maioria, acabamos por sim 'quebrar a cara' e, felizmente, a maioria de nós segue em frente.
Acreditei, uma época, que o ponto chave de uma relação era amar incondicionalmente o companheiro. Mas um pouquinho de realidade neste tempero já me mostrou como este conceito sempre acaba em lágrimas e grandes decepções.
Talvez para me proteger, acreditei depois que a chave era, agora, a química. Isto mesmo! Nada de âmago, nada de coração, nada de sentimentozinhos bonitinhos, cheio de pássaros cantando e coisinhas bonitas. O que determinaria um casal seriam os beijos, abraços e amassos. A quantidade de arrepios é que iria nos dizer se tudo aquilo daria em um bom namoro.
Obviamente, estava errado. Pelo menos é assim que vejo agora. Como já disse a vocês: eu já namorei por motivos errados.
Ao mudar o entendimento de um relacionamento, engloba-me uma tristeza por aqueles sofrimentos tolos passados por pura inexperiência. Aquela angústia de dizer “caramba, não deu certo e eu sei que boa parte daquele sofrimento todo foi minha culpa, minha responsabilidade”.
Eu namoro – e acredito nisto hoje – acreditando que eu possa até encontrar alguém que me faça mais feliz do que hoje estou. Namoro, sim, acreditando que talvez não seja ‘a melhor’. Mas eu nunca gostei de par ideal.
Talvez isto surpreenda a maioria, não é mesmo? Eu diria que – sim, concordo com vocês – é assustador este pensamento. Mas essa não é a essência do namoro para mim.
No final das contas, namorar para mim é uma questão de fé: afinal, existem muitos caminhos – e ninguém pode dizer que não apareceriam alguns mais bonitos e floridos que o que você anda.
Mas você percebe que, mesmo com essa possibilidade, não deixaria sua trilha ou largaria da mão daquela que está ao seu lado.
Sacrifício, talvez? Acho que não.
Para mim é Fé.
E é por isto que, hoje, eu namoro.
Para mim é Fé.
E é por isto que, hoje, eu namoro.
