Pedi um pouco de paciência, mas me coloquei de maneira indelicada em situação que sutileza precisava sobrar. Houve, então, falha mútua de interpretação e agora estou aqui, meio frustrado, bastante cansado, um tanto angustiado e numa situação que não posso buscar culpas externas (e fazê-lo seria covardia): a culpa foi minha.
Ok, ok. Não é uma boa noite, deite a cabecinha no travesseiro, deixe sua respiração se tornar mais pausada e torça para que o amanhã seja um dia mais cativante.
Mesmo as rosas tem espinhos.
[ Só pra constar: nunca tive, tenho ou terei intenção de ser seu dono. ]
Tenho certeza que, se tivesse perdido aquele momento, aquele dia, aquele ano, aquela data, aquelas tardes e aquelas bobas conversas e telefonemas, nunca mais veria ela.
E isto me faria um mal danado.
Fico imaginando, agora, quantas situações ocorreram que me deram a chance de tê-la ao meu lado e quantas outras situações deixaram de ocorrer para eu permanecer a abraçá-la.
Interessante como tudo é muito delicado, né? Eu, orgulho. Ela, a garota mais "difícil" que já conheci. Só todo o mundo conspirando para dar certo que nos daria qualquer chance.
E mesmo com toda conspiração, só uma segunda chance é que tornou isto um pouquinho real.
Que isto cresça, que isto floreça.
PS: sem correção, sem releitura, só com uma pira louca de escrever essas besteiras óbvias, eu sei, mas que as vezes precisam ser expressas.
Um dia você aprende que por mais coisas que você saiba, você não sabe de tudo.
Você entende que certas coisas não se aprende ouvindo, mas vivendo. E que por mais que você queira ensinar algo à uma pessoa, muitas vezes você pode repetir 100 vezes e ela vai continuar não entendendo. Você descobre que em certas situações seu nome é impotência. E você vai precisar daquele pingo a mais de prudência.
O mundo não tem um tempo só. As pessoas vivem isoladas: em bolhas. E aqui isolamento não significa solidão, não significa se encontrar caindo em um buraco que não tem fim, significa que vivemos em tempos diferentes.
Nesse momento, que você está lendo, tem uma folha que caiu lá fora e você não viu. E por mais que você a veja jogada no chão na manhã seguinte, não presenciou o acontecimento propriamente dito.
Com a gente acontece a mesma coisa. Existem aquelas pessoas que te conhecem como ninguém, compartilham todos os seus aprendizados, seus medos, sua descobertas. No entanto, você vive o seu tempo e ela o dela.
Estamos nesse lugar para conviver. Nunca poderemos entender completamente uma pessoa. Ou melhor, nunca vamos saber de tudo: sempre vai existir aquela surpresa, aquela coisa que não tinha passado pela sua cabeça, e que tem um impacto diferente em você.
É muito fácil achar erros. É muito fácil odiar. Mais fácil que tudo isso é julgar. Você é único, assim como todos. Essa é a verdade.
Por mais que a pessoa tenha princípios absolutamente diferentes, hoje eu espero não odiá-la. Por mais que ela faça coisas com as quais eu não concordo.
Quantas folhas caíram no quintal dela sem que eu tivesse percebido?
A humanidade só vai mudar no dia em que pararmos de buscar pontos fracos nos outros e nos concentrarmos no espelho. Você é a única pessoa que pode se conhecer por completo.
Se ocupar metendo o pau no tempo dos outros, fazendo críticas diretas ou comentários infelizes vai te deixar cada vez mais vazio, mais sozinho, mais vulnerável...
Cuide da sua bolha. Esta é a única maneira de você não acabar sozinho.
[ Um pedido de desculpas falho, eu sei, mas totalmente dedicado a Patrícia Belgamo Rossetto. Espero que entenda. ]